Entre os meus artistas favoritos está a mineira Marilá Dardot (representada pela Galeria Vermelho) que com um trabalho poético traz trechos literários para as suas obras. Todas as suas mostras têm um fio condutor, uma por exemplo, que esteve em cartaz em 2007 no CCBB era o silêncio, na série denominada “Sob Neblina” (três primeras imagens). Para aquela ocasião (entre todas as exposições que vi, a minha preferida) ela construiu portas em torno do cofre central, cada uma de vidro jateado, com a iluminação numa intensidade diferente, começando com um tom de cinza claro, escurecendo até chegar ao cofre, e cada com uma frase, como: “Debaixo do silêncio eu não sei o que traziam”. Para saber mais sobre a artista, clique aqui.

marila
E foi nela que lembrei ao encontrar essas imagens de páginas que cobrem as paredes, uma bela ideia de decoração que deixa perto de nós trechos marcantes de livros. É preciso um bom tanto de dedicação para aplicar as folhas e imagino também que um livro que tenha duas edições em casa. É uma boa ideia para o corredor ou para uma parede única de um escritório, como na primeira imagem. A segunda imagem serve só para banheiros sem chuveiro – a umidade não combina com papel de parede ou qualquer outra aplicação nas paredes.
parede
Vivendo a literatura.
Fotos: Reprodução.